ADMINISTRAÇÃO
INTEGRAL
A
aplicação do “Sistema Operacional
Integral”
de Ken Wilber à área empresarial
Durante os últimos quarenta anos, KEN WILBER, um dos maiores
pensadores contemporâneos, desenvolveu o Modelo Integral.
O que é exatamente
esse Modelo?
De uma forma bem
resumida, trata-se de um “mapa” do ser
humano.
Muito teórico? Claro que não! Um mapa serve exclusivamente
para facilitar nosso deslocamento. O Modelo Integral foi concebido para
facilitar nossa vida. Podemos viver sem ele? Claro que sim! Mas tente
sair de carro por uma metrópole desconhecida sem um mapa. Vai
ser muito mais difícil chegar ao seu destino.
Para elaborar esse “mapa” do ser humano, Wilber investigou
e integrou todo o conhecimento gerado desde a pré-história
até os dias de hoje, abrangendo as ciências, as artes, as
filosofias e as tradições espirituais.
E o resultado obtido é verdadeiramente surpreendente pela sua
elegante síntese e conclusões admiráveis. É de
fato “uma teoria de tudo”.
O ser humano “funciona” a cada momento, quase sempre inconscientemente,
usando cinco “ingredientes” essenciais de sua própria
consciência. São eles:
1) níveis de consciência,
2) linhas de desenvolvimento, 3) estados, 4) tipos e 5) os quatro quadrantes
(quatro perspectivas fundamentais do ser humano).
O Modelo Integral detalha cada um desses componentes e os integra,
ressaltando as inúmeras correlações e influências
entre eles.
Além disso, um ponto admirável a ser ressaltado é que
o Modelo Integral, apesar de focar o ser humano, também se aplica
a tudo que existe no universo, desde átomos a galáxias,
plantas a animais, famílias a comunidades, ecossistemas a empresas,
etc.
Outras denominações
usadas para o Modelo Integral:
1) Sistema Operacional Integral – SOI (uma metáfora computacional – a
proposta de Wilber é fazermos um “upgrade” do nosso
Sistema Operacional atual, que não tem mais capacidade para “processar” os
problemas contemporâneos, para o SOI).
2) Modelo AQAL (abreviatura inglesa para “All Quadrants, All Levels”,
a fim de ressaltar que a busca de uma solução integral
deve levar em conta “todos os quadrantes, todos os níveis,
todas as linhas, todos os estados e todos os tipos”).
Em 1998, Wilber fundou
o Integral Institute, que hoje congrega mais de quatrocentos membros
que pesquisam soluções integrais
em suas respectivas áreas de atuação: administração,
artes, direito, ecologia, economia, educação, energias
sutis, espiritualidade, feminismo, finanças, filosofia, geografia,
liderança, matemática, medicina, negócios, política,
prática de vida integral, psicologia, psiquiatria, redação,
saúde pública, sociologia, sustentabilidade e trabalho
social, entre outras.
Ari Raynsford
www.ariray.com.br
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