Desafios
e Oportunidades com a GERAÇÃO Y
Os estudiosos
do assunto nos Estados Unidos estabelecem que integrem esta geração
os nascidos entre 1977 a 1997.
Caso existam pessoas na casa dos 20 anos em sua organização,
prepare-se para lidar com a chamada geração Y, também
conhecida por Millennium ou Net.
Extremamente “acelerados”, eles estão acostumados
a ter uma resposta muito rápida como se o tempo fosse escasso.
Assim, podem preferir chats e mensagens instantâneas a e-mails.
Estes jovens querem ter flexibilidade e mobilidade para exercerem as
suas funções, eles são dinâmicos, “antenados” e
familiarizados com diversas tecnologias, afinal, cresceram navegando
na internet em busca dos mais diversos conteúdos.
Aliás, fazer várias coisas ao mesmo tempo é uma
característica forte, até porque eles não têm
paciência para atividades muito longas.
Trabalham melhor em equipe, anseiam por flexibilidade de horário
e mobilidade, necessitam de feedbacks constantemente, demandam planos
de carreira (querem ascender rapidamente) e esperam reconhecimento instantâneo
de seu trabalho.
Orientação por processo é outra tendência
que surge ao se analisar o que motiva esta talentosa geração
. Mas por trás disto há uma questão de sobrevivência.
Como o tempo médio de permanência deles nas empresas é bem
mais curto se comparado aos seus antecessores, estabelecer metodologia
pode ser a salvação para a memória da corporação.
Todas as mudanças trazidas por esta geração terão,
sim impactos nas companhias.
Ele é muito responsável com aquilo pelo qual é convocado,
também é alegre, não concorda que um ambiente de
trabalho sério tem que ser triste, portanto não estranhe
se, quando a “casa parecer que está caindo”, ele se
comportar com um espírito leve; está disponível
para a ampliação de fronteiras geográficas, culturais
ou de competências; ele não se conforma com desempenho medíocre.
Para as corporações, resta o desafio de equacionar as
novas demandas com a atual estrutura, de forma a não perder identidade,
valor e cultura.
O conflito de gerações se ressalta no momento em que atualmente
20% das vagas de trainees não são preenchidas, a falta
de paciência para um crescimento gradativo da geração
Y vem se tornando uma das principais preocupações nas organizações
que vêem este como um dos problemas a serem corrigidos nos comportamentos
desta geração, como diz o ditado japonês, paciência é uma
das principais qualidades para uma carreira de sucesso. Mas enfim “bem
gerenciados”, é um profissional que será considerado
de “alta performance”.
*Adm. João Batista Pereira JR
Presidente da Associação dos Administradores da Região
de Campinas
joao@aarc.org.br
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